A executiva nacional do PSB decidiu na tarde de ontem não lançar candidato a presidente nas próximas eleições, para apoiar a pré-candidata Dilma Roussef (PT). Com isso, a pré-candidatura Ciro Gomes, que já vinha sofrendo baixas desde a transferência do título de eleitor do deputado cearense para São Paulo, deixa de existir.
Sem querer entrar no mérito da decisão, que oficialmente busca fortalecer o partido nos estados e continuar a apoiar o governo do PT, creio que a democracia perde com a ausência de Ciro.
Os dois turnos eleitorais têm exatamente a função de dar oportunidade a todos os partidos mostrarem suas propostas em um primeiro momento, para depois afunilar os apoios entre as duas candidaturas que avançam para o segundo. Fica evidente portanto que trata-se de não correr riscos, por parte dos dois partidos envolvidos (PT e PSB).
Ora, eleições sem risco não existem. Por mais que o deputado pretendente a candidato estivesse mais desbocado do que nunca, é inegável a sua capacidade de liderar um projeto para o país. Será que o PSB fará o mesmo uma vez dentro do programa do PT?
Não se trata aqui de rechaçar a aliança, até porque sem Ciro ela faz todo sentido, mas de lamentar a perda da oportunidade de discutir o país de forma mais plural, mais democrática, mais sincera.
Os atores que sobram estão mais previsíveis do que nunca. Talvez por isso a imprevisibilidade de Ciro tenha ajudado na sua derrocada.
Serra será "Serrinha paz e amor" e Dilma será a "mulher do homem". Marina correrá por fora com seu discurso verde e fácil, sem grandes chances, na minha visão, de sensibilizar o eleitorado massivamente.
Mas política é isso. A arte do possível. Registro aqui minha solidariedade ao companheiro Ciro Gomes, que lutou bravamente para, ainda que bravo, chegar lá.
Vamos em frente!
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